O encerramento do primeiro semestre do ano e o início do segundo são marcados por datas muito interessantes no calendário nacional: o começo do inverno, as férias escolares e as tradicionais festas juninas, que também acabam sendo julinas, por se estenderem para o mês seguinte. Unindo gastronomia de primeira, música, dança e inúmeros elementos que tanto adoramos, as festas de São João marcam uma época aguardada por muitos.

Para aproveitar as festividades, decidimos escrever um breve texto sobre a histórias das festas juninas, a origem de seus elementos já conhecidos, os significados por trás das comemorações e muito mais. 😉  

Fogueira, bandeirinhas e muita história!

Assim como ocorreu com o Carnaval, que surgiu na Europa e tornou-se um símbolo da cultura brasileira, as festas juninas também surgiram no Velho Continente. Na Europa, há centenas de anos, as festas aconteciam durante o solstício de verão para comemorar o início da colheita. Estas celebrações eram chamadas de “junônias”, porque uma das deusas homenageadas durante os eventos era Juno, esposa de Júpiter.

Com o crescimento contínuo da influência da Igreja Católica em todo o continente europeu, somado ao fato de que a data da festa coincidia com o nascimento de São João Batista, as comemorações passaram a se chamar “joaninas”, transformando-se em homenagens a três santos cristãos. Afirma-se que os primeiros países a comemorar a festa neste novo modelo foram Portugal, Itália, França e Espanha.

Foram os portugueses que trouxeram a festa junina ao Brasil, durante o período colonial. Os índios que já habitavam nas terras brasileiras realizavam rituais para celebrar a agricultura na mesma época de junho. Com a chegada dos jesuítas, as festas se misturaram e, na culinária, os pratos passaram a usar os alimentos nativos, como o milho e a mandioca.

Aliás, o mês de junho é o período da colheita do milho. Por este motivo, muitas das deliciosas comidas típicas das festas juninas são feitas deste alimento: pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho etc., além de outros pratos com ingredientes igualmente deliciosos, como arroz doce, bolo de pinhão, broa de fubá, maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão e muito mais.

 

Origens e significados

Quadrilha

Toda festa junina que se preze necessita de uma boa quadrilha, não é mesmo? O termo “quadrilha” vem de uma dança de salão francesa denominada quadrille que, ao chegar ao Brasil, se tornou popular e se misturou com as danças que já existiam por aqui. O resultado foi uma dança com cara de Brasil.

Fogueiras

As fogueiras em Festas Juninas são heranças das culturas greco-romanas e dos celtas. Esses povos cultuavam as fogueiras como forma de agradecimento aos deuses pelas boas colheitas. Essa prática também foi aderida no Brasil, mas muitos acreditam que a fogueira também seja uma forma de purificação e proteção, além de símbolo para a reunião de familiares e amigos durante a festa.

Bandeirolas

Os principais enfeites das Festas Juninas surgiram como forma de homenagem aos três santos padroeiros das festividades: Santo Antônio, São Pedro e São João. Antigamente, as imagens dos santos eram pregadas nas bandeiras coloridas e imersas em água, rito conhecido como lavagem dos santos. De acordo com a crença popular, a água purifica aqueles que se molham nela. O tempo passou e as bandeirinhas diminuíram de tamanho, mas mantêm o significado de purificar o ambiente da festa até os dias de hoje.

Casamento caipira

Além da fama que Santo Antônio possui de santo casamenteiro, o típico casamento caipira surgiu como forma de chacota às cerimônias clássicas, já que foge dos padrões tradicionais. Toda a história simulada pelo casamento caipira é repleta de bom humor e elementos que vão contra o modelo ideal de matrimônio, de modo que a representação é divertida e, quando termina, marca o início da quadrilha.

 

Este foi o nosso texto sobre festa junina. Se você quiser curtir essa época tão gostosa do ano por aqui, fale conosco. Aguardamos seu contato e a sua visita!