Nessa série de posts iniciada hoje nós vamos falar sobre o Barroco Mineiro, estilo artístico marcante no interior de Minas Gerais, inclusive em Tiradentes. Vem com a gente!

Talvez você já tenha ouvido falar do Barroco Mineiro. Pode ter sido em uma aula de história ou arte durante o ensino fundamental ou, quem sabe, numa exposição cultural recentemente visitada. Talvez você não se lembre do que é esse estilo e de quais são as suas características, o que é perfeitamente compreensível.

Porém, mesmo não sabendo ou lembrando, você com certeza já viu algumas de suas representações por aí. Especialmente quem reside em Minas Gerais: o barroco está em alguns casarões e igrejas católicas, nas esquinas que unem ladeiras em Ouro Preto e Tiradentes, nas esculturas religiosas de Aleijadinho e nos museus de história colonial.

O Barroco Mineiro é parte fundamental da cultural em nosso estado! É por isso que iniciamos uma série de artigos sobre o tema, para compartilhar informações e curiosidades.

Ladeiras, casas e igrejas mineiras. Foto: pexels.com

 

Era uma vez o Barroco

A Arte Barroca surgiu na Europa, entre os séculos XVI e XVII, num contexto bastante marcado por instabilidade política, social e religiosa no continente europeu. De forma semelhante ao movimento Renascentista, o Barroco nasceu se dedicando a temas comuns da cultura clássica e da cultura cristã, que acabou se destacando aqui no Brasil.

Na época do Brasil colônia, Minas Gerais destacava-se por ser a principal capitania em que a mineração se desenvolvia num ritmo acelerado. As riquezas trazidas para a região, devido a exploração de ouro e diamante, fizeram com que a arte regional também se desenvolvesse, principalmente entre o início do século XVIII e o final do século XIX.

Foi neste período que o Barroco Mineiro começou a tomar forma, desenvolveu-se como estilo de personalidade própria e deixou sua marca na história nacional e mundial, na arquitetura, na pintura e também na escultura.

Altar da Igrja de São Francisco de Assis, em São João del-Rei. Foto: Halley Pacheco de Oliveira

 

Principais características do estilo

Ao ver uma escultura ou igreja construída no estilo Barroco Mineiro, é fácil identificar quais são as marcas registradas do estilo artístico: muita pompa e grandiosidade. Estruturas ricas em detalhes e cores, ornamentos em ouro e materiais nobres eram sempre comuns nas construções religiosas.

Em Minas Gerais, dois detalhes interessantes contribuíram para o desenvolvimento de um estilo ainda mais peculiar. O primeiro é a geografia da região, bastante montanhosa e irregular. Devido a esse aspecto, os pontos mais altos de cada cidade eram os mais buscados para a construção dos templos religiosos mais importantes.

Dessa forma, a beleza das igrejas se mistura com a beleza natural de cada município, criando cenários que ainda hoje deslumbram visitantes de todos os cantos do mundo. O segundo ponto foi a utilização da pedra sabão, que não era tão comum até então, mas que ganhou espaço por ser muito mais macia, permitindo entalhes únicos.

Igreja Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes/MG. Foto: Wikipedia

Este foi o primeiro artigo da nossa série. No decorrer das próximas semanas, vamos falar sobre grandes nomes deste movimento artístico, sobre a presença do Barroco Mineiro em outras formas de expressão além da arquitetura, sobre a diferença entre Barroco e Rococó, entre outros assuntos. Até breve!